Amores rotos

Certa vez confessei a ele que não guardei nada. Absolutamente nada que pudesse lembrar aquele passado. Ele disse que também não. Como se fosse possível apagar certas memórias. Mas o ser humano utiliza subterfúgios que alguns chamam de sentidos. Se não sobraram cartas e fotos que foram rasgadas, presentes doados e objetos cheios de história, por outro lado restam cheiros, sons, imagens que nunca serão passíveis de abandono.

E é possível esquecer histórias tristes de amor? E se escolhêssemos um objeto de cada amor infeliz para um museu? É o que propõe a exposição “Museu dos corações partidos”, em Amsterdã, na Holanda, com cacarecos cheios de histórias. Alguns são divertidos. E por que optar pelo humor? Porque tudo na vida é uma questão de ponto de vista.  Eu ainda não consegui achar tanta graça no sofrimento que senti. Mas sou espirituosa a ponto de admitir que sou uma dramática nata. “Drama Queen” é meu apelido. E para o museu, eu separaria uma réplica de uma rainha solitária em seu castelo.

Não deixe de conferir a reportagem aqui.

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5 respostas para Amores rotos

  1. Marcos disse:

    Dá para deixar uma parte do coração nesse museu?

  2. Eduardo G. disse:

    Parou de escrever?

  3. Eduardo G. disse:

    Engraçado ler que “o seu comentário aguarda moderação”. Como tudo na vida de hoje, tudo aguarda moderação. Sempre fomos moderados, e estamos cada vez mais moderados. Se um dia a vida acabar (não tenho plena certeza disso), que seja sem moderação!

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